Brasil maior incidência de raios do mundo

Brasil: País com o Maior Número de Raios no Mundo

O Brasil ocupa uma posição única quando o tema é atividade elétrica atmosférica: somos o país com maior incidência de raios do mundo. Isso não é apenas um fato meteorológico, mas um alerta permanente para empresas de todos os portes, principalmente aquelas com instalações grandes como galpões e centros de distribuição.

Dados que chamam atenção

Alguns números recentes mostram o tamanho do desafio:

  • De 2018 a 2022, o Brasil teve em média 590 milhões de descargas atmosféricas por ano.
  • Os estados com maior número absoluto de ocorrências foram Amazonas, Pará, Mato Grosso, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.
  • Quando medi-se por área (quilômetro quadrado), os estados com maior densidade são Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e também Mato Grosso do Sul.
  • Cerca de 110 mortes por ano por raios, além de mais de 200 feridos, entre 2018-2022.

O que isso significa para empresas e galpões

Para empreendimentos como galpões, fábricas ou grandes instalações corporativas, esses dados têm implicações diretas:

  1. Risco elevado de danos materiais
    Equipamentos, sistemas elétricos, estruturas metálicas e coberturas estão mais expostos. Raios podem causar quedas de tensão, incêndios, curtos-circuitos, e até destruição de componentes críticos.
  2. Interrupção de operações
    Um raio pode “derrubar” parte do sistema elétrico, paralisar máquinas, atrasar entregas, afetar estoque, fragilizar logística. O custo do tempo parado muitas vezes ultrapassa o dano direto.
  3. Vulnerabilidade humana
    Colaboradores em áreas externas, manutenção, obra, ou até mesmo dentro de instalações em momentos de tempestade, correm risco. A prevenção e uso de SPDA (Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas) é indispensável.
  4. Obrigatoriedade normativa e responsabilidade legal
    Normas técnicas como ABNT NBR 5419 exigem proteção adequada contra descargas atmosféricas. Além disso, a empresa pode responder legalmente em caso de acidentes ou prejuízos evitáveis.

Medidas práticas: como empresas podem se proteger

  • Instalar SPDA corretamente dimensionado e certificado por engenheiros ou técnicos qualificados.
  • Verificar aterramentos, condutores de descida e captores, garantindo que todos os componentes estejam bem conectados e sem corrosão.
  • Implementar manutenções periódicas e inspeções técnicas, registradas.
  • Monitoramento meteorológico local, com alertas e procedimentos internos para suspender atividades em momentos de risco (tempestades previstas, etc.).
  • Treinamento de equipes para reconhecer sinais de tempestade, comportamento seguro durante descargas atmosféricas, e uso correto de EPIs.

🚨 Por que a tendência é de piora

As mudanças climáticas agravam o cenário:

  • Aumento da temperatura e da umidade favorece a formação de nuvens cumulonimbus, responsáveis pela maioria das descargas atmosféricas. O Tempo
  • Fenômenos extremos ficam mais frequentes — isso eleva a probabilidade de danos, fatalidades e custos associados.

Não é exagero dizer que a proteção contra raios não deve ser vista como um “item opcional” ou como simples formalidade. É parte vital da estratégia de gestão de risco, proteção de pessoas, salvaguarda do patrimônio e continuidade operacional.


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